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Notícias TRTs precisam de 6 meses sem ações para zerar acervo

TRTs precisam de 6 meses sem ações para zerar acervo

A Justiça do Trabalho recebeu 3,2 milhões de novos processos e julgou 3,1 milhões no ano passado. É como se um em cada 15 trabalhadores com carteira assinada recorresse ao Judiciário todos os anos para questionar a relação com a empresa.

A análise da movimentação processual pode ser encontrada na nova edição do Anuário da Justiça do Trabalho, com lançamento marcado para a próxima quinta-feira (12/9) na sede do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. A publicação, editada pela revista Consultor Jurídico, traz o perfil completo de todos os 24 TRTs, incluindo jurisprudência, e de mais de 500 desembargadores.

Os números impressionam, assim como a quantidade de casos que permanecem sem julgamento. Em dezembro do ano passado, 1,5 milhão de ações trabalhistas aguardavam na fila. Para colocar os processos em dia, a Justiça do Trabalho precisaria passar seis meses sem receber nenhuma nova ação.

No Tribunal Superior do Trabalho, a situação é mais complicada. Mesmo julgando 13,5% a mais do que em 2011, os ministros precisariam de nove meses de dedicação exclusiva para zerar o estoque. Cada um dos 26 ministros tem 10 mil casos para decidir a cada ano, o dobro da quantidade registrada há apenas uma década.


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